Eligium: O MMORPG que Tentou Inovar e Acabou Virando Cult — Série Relembrando MMORPG

No início dos anos 2010, o mercado de MMORPGs vivia uma era de ouro, com dezenas de títulos tentando alcançar o sucesso de grandes nomes como World of Warcraft, Lineage 2 e Perfect World. No meio desse cenário competitivo, surgiu Eligium: The Chosen One, um MMORPG free-to-play desenvolvido pela empresa chinesa Shanda Games e distribuído na Europa pela Frogster Interactive, Este artigo é o primeiro da nossa série do Blog Central MMORPG chamado “Relembrando MMORPG”.

A proposta era ousada: uma ambientação épica de fantasia com forte influência oriental, sistema de classes não convencionais, gráficos promissores para a época e uma pegada de ação mais intensa. Mas o que aconteceu com Eligium? Ele realmente foi um fracasso ou se tornou um título cult injustiçado? A Central MMORPG revisita esse MMO com um olhar crítico e nostálgico.

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Eligium gameplay

O Conceito de Eligium e Sua Premissa

Eligium prometia uma experiência de MMORPG baseada na luta entre o bem e o mal, com os jogadores assumindo o papel dos “Escolhidos” — guerreiros destinados a proteger o mundo contra as forças demoníacas. O jogo apresentava quatro raças jogáveis:

  • Humanos
  • Panda (sim, uma raça de ursos pandas humanoides)
  • Elfos
  • Viridis (uma raça mais selvagem e animalesca)

Cada raça possuía suas classes específicas, sem a possibilidade de escolha cruzada. Isso limitava um pouco a customização, mas ajudava a manter o foco em estilos de jogo bem definidos.

O título trazia gráficos estilizados em 3D com cenários bem elaborados para a época e trilha sonora épica, o que gerou grande expectativa em seu lançamento beta no ocidente.

Sistema de Progressão e Combate

O sistema de combate de Eligium era um dos seus diferenciais. Apesar de usar o tradicional sistema de tab-target (alvo travado), ele possuía fluidez nos ataques, combos e movimentações que tentavam simular uma jogabilidade mais ativa.

  • Havia habilidades em cadeia que podiam ser combinadas para aumentar o dano.
  • O sistema de refinamento e encantamento de equipamentos era profundo, incentivando o grind por materiais.
  • O sistema de fama e karma influenciava o PvP, limitando ações de jogadores com má reputação em áreas neutras.
  • O jogo contava com eventos PvP massivos, como guerras entre facções e guildas.

Entretanto, a progressão era extremamente dependente de grind repetitivo. Os mapas de monstros se tornavam rapidamente lotados e o conteúdo PvE carecia de diversidade.

PvP, Raids e Conteúdo Endgame

Para os amantes do PvP, Eligium oferecia arenas, duelos e zonas abertas onde o combate entre jogadores era liberado. Um sistema de guerras de guilda e batalhas por castelos adicionava um bom nível de competitividade.

O conteúdo PvE endgame incluía dungeons e raids com chefes de dificuldade elevada. Porém, o sistema de loot era frustrante para muitos jogadores, pois premiava aleatoriamente sem levar em conta a performance individual ou de grupo.

As recompensas por participar de eventos PvP também deixavam a desejar, o que fazia com que o sistema competitivo fosse, muitas vezes, ignorado por boa parte da base ativa.

Economia e Itens Premium

Como todo bom MMORPG da época, Eligium possuía uma loja de itens premium. O problema é que o jogo flertava com o modelo pay-to-win de forma agressiva:

  • Itens de melhoria com taxas de sucesso mais altas eram vendidos na loja.
  • Boosters de XP e drop rate eram praticamente obrigatórios para quem queria subir de nível de forma competitiva.
  • Havia pets e montarias exclusivas com bônus consideráveis em atributos.

Esse desequilíbrio causou grande insatisfação entre os jogadores e foi um dos principais motivos do declínio rápido da comunidade ativa.

O Declínio e o Encerramento

Lançado em beta aberto em 2012, Eligium não conseguiu manter sua base de jogadores. Problemas como:

  • Falta de atualizações relevantes
  • Falhas técnicas e bugs persistentes
  • Desbalanceamento entre jogadores pagantes e gratuitos
  • Conteúdo repetitivo

…contribuíram para que o jogo fosse oficialmente encerrado menos de um ano depois do lançamento.

A Frogster, que distribuía o jogo na Europa, chegou a emitir um comunicado dizendo que “não havia atingido as expectativas” e que preferiam realocar esforços para outros projetos.

A Visão da Central MMORPG

Apesar de todos os seus problemas, Eligium tinha um potencial real. Seu sistema de combate era mais dinâmico que a média da época, e a ambientação — apesar de genérica em partes — entregava momentos épicos.

Hoje, muitos jogadores lembram de Eligium com certa nostalgia. Ele se tornou um jogo “cult”, lembrado principalmente por aqueles que viveram seu breve período de atividade. Em comunidades online e fóruns especializados, há quem torça por um revival ou versão privada, embora isso nunca tenha se concretizado.

Conclusão: Eligium Valeu a Pena?

Eligium foi uma tentativa ousada de inovar dentro de um mercado saturado, mas acabou tropeçando nos próprios erros. Ainda assim, ele marcou uma época, mesmo que por pouco tempo. Para os fãs que o conheceram, ele ficará para sempre como “aquele MMORPG do panda monge”, que quase deu certo.

A Central MMORPG enxerga Eligium como um exemplo claro de como um bom conceito precisa de execução sólida, equilíbrio entre monetização e gameplay, e uma comunidade bem nutrida para florescer. Uma história que serve de lição para muitos MMORPGs modernos.

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Equipe Central Mmorpg

Este Artigo foi desenvolvido pela equipe da Central MMORPG, somos apaixonados por jogos e trazemos os melhores conteúdos para vocês.

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